10-09-2019

Quimioterapia e fuga 

Um caso complexo que ganhou a atenção pública nos EUA envolve uma criança de quatro anos com câncer, cujos pais perderam a guarda, por se recusam em submeter à quimioterapia. 

O garoto em questão, cujo nome não foi divulgado, recebeu em abril o diagnóstico de leucemia linfoblástica aguda. Ao deparar com alguns efeitos adversos do tratamento, seus pais, Taylor e Joshua , decidiram parar de leva-lo à quimioterapia, mudaram de Estado, e iniciaram tratamento com maconha, oxigenoterapia, ervas e água alcalina.

Eles foram encontrados em Kentucky após uma caçada em vários estados. O menino recebeu ordem de morar com a avó e receber tratamento médico padrão.
A decisão judicial tomada na segunda-feira contra os pais, Taylor Bland e Joshua McAdams, ocorreu depois que sua tentativa de tratamento alternativo chamou atenção nacional.

Thomas Palermo, do tribunal do Condado de Hillsborough, disse que a criança enfrentaria "risco substancial de negligência iminente" se fosse devolvida aos pais. Segundo ele, manter o menino sob a custódia de sua avó materna “é a única maneira de garantir a saúde, a segurança e o bem-estar”. 

Casal “arrasado”
Brooke Elvington, advogada do casal, explicou à imprensa americana que está “obviamente arrasado”.  Segundo ela, a criança “está passando por uma experiência médica absolutamente traumática, sem os pais”.

A quimioterapia costuma ser associada a efeitos colaterais debilitantes, mas muitos tipos de quimioterapia moderna causam apenas problemas leves. 

De acordo com o Hospital de Pesquisa Infantil de St. Jude, cerca de 98% das crianças com leucemia linfoblástica aguda entram em remissão poucas semanas após o início do tratamento, e cerca de 90% das crianças são curadas.

Fonte: BBC Brasil


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