08-08-2019

Reconhecimento facial

Em todos os EUA, políticos e legisladores de várias tendências começaram a introduzir regras com o objetivo de impedir a aplicação da tecnologia de reconhecimento facial para vigiar os cidadãos comuns.

Só nos últimos meses, três cidades – São Francisco, Oakland e Somerville, Massachusetts – aprovaram leis para proibir o uso pelo governo da controversa tecnologia, que analisa imagens ou vídeo ao vivo de rostos humanos para identificá-los. Cambridge, Massachusetts, também está se movendo em direção a uma proibição do governo. 

Isso porque essa nova e (poderosa) tecnologia conta com potencial de infringir as liberdades civis e levar a um efeito inibidor sobre a liberdade de expressão.

“Temos trabalhado em questões de vigilância há muitos anos, e agora algo sobre isso está atingindo as pessoas”, disse Evan Greer, diretor do grupo de defesa Fight for the Future, que tem pressionado por uma proibição nacional da tecnologia. 

Até agora, essa iminente onda de legislação não impediu empresas privadas de usarem a tecnologia. Mesmo em cidades como São Francisco, com proibições de reconhecimento facial, empresas como a Apple ainda estão livres para vender celulares que tenham o recurso incorporado em seus produtos. Essa é uma aplicação menos controversa, porque os consumidores têm a opção de não usá-la. 

Porém, quando é empregada pelos departamentos de polícia com o objetivo de “impedir o crime de forma mais efetiva”, o público em geral – muitas vezes, sem saber – tem seus rostos monitorados, digitalizados e rastreados. 

Uma das principais razões pelas quais a tecnologia de reconhecimento facial está sendo legislada é simples: é assustador.

Ao contrário do celular ou computador, não há como desligar o rosto. De fato, na China, a tecnologia já é onipresente e usada para vigilância em massa de cidadãos comuns na vida pública – e, o mais alarmante, os principais alvos são minorias étnicas, como os muçulmanos – o que a leva a ser considerada como espécie de “racismo automatizado”.

Fontes: Vox e Bioethics.com
 


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