05-09-2013

Há riscos éticos e práticos em realizar-se parto normal em casa?

O que dizer sobre parteiras contemporâneas que oferecem a realização do parto em domicílio?

É consenso no Cremesp, na Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e na Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), entre outras entidades, que o parto normal deve ser promovido em ambiente hospitalar, visando a prevenir –ou a atender prontamente– possíveis intercorrências durante o processo de dar à luz.

Sabe-se que o parto é um evento natural que, durante seu transcurso, pode apresentar inúmeras intercorrências perfeitamente sanáveis, desde que haja estrutura adequada de retaguarda, impossível de se obter em domicílio.
Dessa forma, torna-se extremamente temeroso a realização de um procedimento tão importante – e que envolve duas vidas–, sem o necessário respaldo técnico e estrutural.

Vale lembrar que, além do médico, a legislação permite aos profissionais de enfermagem acompanharem o trabalho de parto e realizem o parto por via vaginal.

Baseado no Parecer Consulta nº 142.401/10, do Cremesp


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