04-04-2019

Avó e “mãe”

Quando Cecile Eledge, 61 anos, aventou a possibilidade de gerar em seu ventre o – tão desejado – bebê de seu filho Matthew e o parceiro dele, Elliot, todos pensaram ser brincadeira. Porém, depois de enfrentarem as barreiras impostas a homossexuais que querem constituir família, o casal resolveu aceitar a oferta: a filha deles, Uma Louise, nasceu no final de março, em Nebraska, EUA.

A ideia foi a seguinte: Mathew, filho de Cecile, doaria o esperma enquanto Lea, irmã de Elliot, os óvulos, formando assim uma família expandida das mais curiosas. “Foi muito bonito da parte da minha sogra. Ela é uma mulher muito desprendida”, diz Elliot.

Ao contrário do que se possa imaginar, a idade da gestante não foi empecilho “cuido muito de minha saúde, não haveria razão para duvidar de que eu pudesse gestar Uma Louise”, revela Cecile, que, além de Mathew, tem dois outros filhos adultos, além de marido – que ficaram preocupados com eventuais problemas durante gravidez e parto, mas respeitaram a decisão dela.

Gravidez

O primeiro passo da equipe de profissionais em reprodução assistida foi realizar entrevista e bateria de exames, processo que culminou em aprovação para a gravidez, que transcorreu tranquilamente, embora com mais efeitos colaterais do que as anteriores.

A conduta da mãe-avó era uma das únicas esperanças para os pais: embora o casamento gay tenha sido legalizado desde a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos em 2015, Nebraska não possui leis estaduais que punam a discriminação com base na orientação sexual – e até 2017, o Estado proibia a adoção de crianças por casais homossexuais.

Cecile se empenhou, sem sucesso, para que seu plano de saúde pagasse suas despesas médicas – que teriam sido cobertas caso gerasse seu próprio filho. E devido a uma lei que designa a pessoa que dá à luz como “mãe”, a certidão de nascimento de Uma inclui Cecile como mãe, ao lado de seu filho – excluindo Elliot.

“Esse é um dos pequenos exemplos que criam obstáculos para nós”, diz Cecile, que decidiu compartilhar sua história para combater manifestações de ódio contra a comunidade LBGT.  “Essa garotinha está cercada de tanto apoio, vai crescer em uma família amorosa", diz ela.

Fonte: BBC Brasil


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