26-03-2019

Neurônios para sempre 

Publicado na revista científica Nature Medicine, estudo dá conta de que o cérebro humano continua a produzir células ao logo de toda a vida.
 
A conclusão é interessante, pois se costumava pensar que as pessoas nasciam com todas as células cerebrais que terão por toda a vida. 

Os pesquisadores da Universidade de Madri, na Espanha, também demonstraram que o número de novas células cerebrais produzidas diminui com a idade, sendo que isso cai drasticamente nos estágios iniciais da doença de Alzheimer – o que permite pensar em novas formas de tratamento para demência.

Nature

O foco da pesquisa era o hipocampo, parte do cérebro envolvida com a memória e a emoção, com atenção especial ao acúmulo de beta-amiloide no cérebro, uma das características da doença de Alzheimer. Foram analisados os cérebros de 58 pessoas mortas quando tinham entre 43 e 97 anos de idade.

Os pesquisadores conseguiram identificar neurônios imaturos ou ‘novos’ nos cérebros examinados. Nos cérebros saudáveis, com a idade, houve uma “ligeira diminuição” desta neurogênese.

Estudos com outros mamíferos já haviam demonstrado que novas células cerebrais são formadas em estágios posteriores da vida, mas a extensão desta neurogênese no cérebro humano ainda é polêmica. Na opinião de Maria Llorens-Martin, parte da equipe de estudiosos, é possível que novos neurônios sejam gerados conforme a necessidade, para aprender novas coisas. Como disse à rede BBC. 

Llorens-Martin afirma que o próximo estágio provavelmente exigirá que sejam analisados os cérebros de pessoas ainda em vida, para ver o que acontece com eles ao longo do tempo.

Fontes: BBC Brasil e Nature Medicine


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