10-01-2018

Consequência inesperada

Embora o número de vidas perdidas para a epidemia de opiáceos dos EUA continue aumentando, como “efeito colateral” acabou contribuindo para um número recorde de doações de órgãos.

Conforme a United Network for Organ Sharing, organização sem fins lucrativos que gerencia a rede de transplante de órgãos do país, dados iniciais mostraram que, pelo quinto ano consecutivo, o número de doadores de órgãos falecidos atingiu recorde em 2017.

Houve mais de 10 mil doadores de órgãos falecidos no ano passado, ou seja, aumento de 3% em relação ao ano anterior e um salto de 27% desde 2007. Mais de 1.300 desses doadores, ou 13%, morreram de overdose de drogas.

David Klassen, diretor médico da United Network for Organ Sharing, opinou à rede americana CNN, que “é uma ‘suposição razoável’ considerar que opióides estejam envolvidos nessas overdoses”, apesar de não dispor de números concretos nesse sentido.

Ele observou que as pessoas que morreram de overdoses geralmente são bons candidatos para a doação de órgãos. “Tendem a ser mais jovens e a não ter o fardo das doenças associadas ao envelhecimento", disse.

CDC
Os números mais recentes dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (Centers for Disease Control and Prevention – CDC) indicam que mais de 63.000 pessoas morreram de overdose de drogas em 2016. Mais de 42.000 dessas mortes envolveram algum tipo de opióide, sendo mais comuns as drogas ilícitas como heroína e o fentanil adquirido no mercado negro.

E, embora os números para 2017 não tenham sido divulgados, dados provisórios não mostram sinais de desaceleração.

Fonte: CNN


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