29-06-2017

Doença mental e suicídio

O Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz) promoveu no final de junho a palestra “Proposta de abordagem da depressão e risco de suicídio”, ministrada por Carlos Estellita-Lins, pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), na qual foi destacada a importância da análise dos dados sobre suicídios como uma ferramenta para se repensar as ações de assistência atualmente praticadas no serviço de saúde.

Na opinião de Estellita-Lins, como o suicídio “não dá avisos”, sendo um desfecho descrito epidemiologicamente de uma situação de crise grave, é preciso “valorizar os pedidos de socorro e ser sensíveis a eles, o que exige treinamento das equipes profissionais em lidar com situações específicas”. Citou pesquisa realizada na Unicamp que mostrou aproximadamente a cada 100 mil habitantes, 17 tem ideação ou pensamento de cometer suicídio, cinco deles chegam a elaborar um plano, três tentam o suicídio em si, e um chega a ser atendido em pronto socorro, podendo ou não ter um desfecho fatal.

A prevenção do suicídio, afirma, carece de um tratamento precoce e eficaz, com formação adequada, qualificando melhor as emergências psiquiátricas que estão em funcionamento para ter uma melhor atenção dos profissionais de saúde, principalmente na atenção básica/primária. Considera, enfim, a tentativa de tirar a própria vida como emergência médica. “Muitos suicídios poderiam ser evitados se os profissionais estivessem atentos aos sintomas”.

Na opinião do pesquisador, ninguém tem poder para evitar o suicídio. “Temos sim o dever de ajudar o paciente”.

Fonte: Agência Fiocruz


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